MADRE, TERNURA DE DIOS 

MADRE, TERNURA DE DIOS 

Mujer, persona y Madre

rostro de la ternura de Dios,

figura viviente del mundo

espacio vital,

de la Trinidad dinámica del creador.

 

Espacio armónico del génesis

fuerza y vitalidad,

eres gratuidad y morada,

fuente inclusiva de mi vida

llena de ternura y amor.

 

Oh, ángel de la ternura,

sintonía de amor profundo

caricia de mis alegrías y

conforto en mis sufrimientos,

 

Oh Madre de la ternura!

sinfonía de amor.

Compañera de mis victorias y fracasos,

solfeo musical de mi vida,

hecho canto del amor de Dios.

 

Madre que ofrendas la vida,

regalo de la economía del don,

eres signo del amor materno

del regalo femenino de Dios.

 

Oh, regalo de la vida!

ofrécenos siempre tu cercanía,

tus besos,… amor y amistad,

para que siga aprendiendo

el ABC de la vida

junto a tu regazo maternal.

 

Mujer, imaginario viviente,

imagen de la acción creadora de Dios,

fuente de expresión materna

signo del amor procreador.

 

Dulce mirada de madre,

que endulzas el corazón de tu hijo,

eres fuente de la nueva vida

que ve la luz del proceso creador.

 

Inspiración del paraíso,

manante continuo de amor;

sublime candor de tus labios

maravilla de la constante creación.

 

Oh, Madre de mi vida!

dulce candidez de Dios,

háblame, acaríciame, protégeme

en mis horas de tribulación.

 

Madre, signo del amor hermoso!

guíame siempre en mis pasos;

ofréceme tus enseñanzas

para hacer de ellos un himno de alabanza

que nunca jamás olvidaré.

 

Oh, Madre del consuelo!

llena mi vida con tus besos,

gracias Mujer, persona y Madre,

signo del amor materno…,

expresión de la ternura de Dios!

 

JSAVELU.​

Fr. Juan Carlos Saavedra Lucho, O. de M.

(Roma, 8-09-2016)

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O canto de María: Magnificat 

O Canto de Maria (Lc 1,46-56)
A profecia sempre fez parte da tradição israelita. O profeta é alguém que faz uma profunda experiência de Deus e, a partir dessa experiência, transmite com fidelidade a palavra que ouvirá do próprio Deus. É alguém que pronuncia a palavra que ouve antecipadamente como amigo, por isso pode e deve dizê-la. O profeta se apresenta como embaixador e mensageiro de Deus sobre a terra. 
Maria faz parte da escola dos profetas e profetisas por isso ela canta a ação libertadora de Deus para os pequenos. Assim, pode-se dizer que a profecia pronunciada por Maria brotou de sua experiência e de seu encontro com Deus. Encontro que é expresso no canto do Magnificat. Neste ensaio o intento é delinear algumas palavras acerca da citação de Maria como profetiza do Reino.
O Magnificat está essencialmente estruturado em duas partes: (1,46-50) e (1,51-55). A primeira parte é uma espécie de canto pessoal, recolhimento, agradecimento a Deus pelos dons que ele lhe concedeu. Neste trecho, Maria em tom de louvor, agradece a Deus ao descobrir e explicitar aquilo que seu amor lhe tem dado. Vejamos o texto:

Minha alma engrandece o Senhor e meu espírito exulta em Deus meu Salvador (1,46-47), 

Este vínculo define a identidade de Maria. Narra a essência de sua vida. Sua identidade aparece em dois termos fundamentais para a Antropologia Bíblica. Alma (Psique) e espírito (pneuma). Maria é alma, dimensão psicológica do seu sentimento, aberto à grandeza de Deus. Alma que deseja encontrar-se com Ele com único objetivo: cumprir a vontade de Deus. Ela também é espírito. O Espírito expressa a dimensão divina presente na pessoa humana. É a essência da vida convertida em alegria, em felicidade plena, pois sabe que Deus existe e salva os seres humanos.
O versículo proclama que Maria está totalmente entregue a Deus. Não existe barreira alguma, cessaram os medos. Deus a chamou para viver em liberdade e é justamente por ser livre que ela canta os dons que recebeu. Sua experiência de Deus é tão profunda que sua profecia começa com o hino à grandeza divina.
Porque olhou para a humilhação de sua serva. 
Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem aventurada.

Pois o todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.

Seu nome é santo

e a sua misericórdia perdura de geração em geração

 para aqueles que o temem (1,48-49).

Esses versículos são os mais belos e expressivos do canto de Maria, pois demonstram seu reconhecimento pessoal. Maria tem razão para glorificar a Deus e se alegrar porque Ele mesmo olhou para ela. Reconhecendo a sua humildade, Deus a engrandeceu com o seu olhar. O olhar divino sobre Maria recorda o olhar de Iahweh para os hebreus no Egito, casa da escravidão, e os liberta (Ex 3-3).

Maria sabe que o olhar de Deus está sobre ela e isso lhe basta. Ele tem visitado sua pequenez e a acompanha em seu caminhar, fortalece-a. A partir de agora não estará na solidão, pois Deus se faz presente em sua vida de maneira perpétua.

Em seu agradecimento, Maria continua afirmando que o poderoso fez grandes coisas na sua vida. Essas palavras ratificam e completam o valor ativo e criador do olhar de Deus. Maria canta o louvor à libertação que Deus realizou em sua vida. Por isso se apresenta como Bem-aventurada (1.48), como a primeira dos amados e por Deus redimido.

Maria, a profetiza do Reino (Lc 1,51-55)

Na primeira parte do Magnificat vimos como o olhar de Deus libertou Maria e realizou nela sua vontade. Agora vejamos como Maria responde ao olhar divino. Ao ser libertada pelo Senhor, Maria se descobre libertadora e por isso canta. Ela não vive na opressão, não suporta a exclusão, e eleva sua voz com o grito de libertação, abrindo sua experiência para todo o universo.

Agiu com a força de seu braço,

dispersou os homens de coração orgulhoso,

depôs poderosos de seus tronos

e o oprimido exaltou.

Cumulou de bens os famintos

e despediu ricos de mãos vazias (Lc 1,51-53).

Deus olhou para Maria. Agora ela volta os seus olhos para o mundo e proclama que, através dos olhos dela, Deus enxerga o mundo e realiza a obra da libertação. Isso significa que o olhar de Deus dirigido a Maria não é privilégio pessoal dela. Ao contrário, Deus enxerga a humanidade toda que sofre. Essa é a grande obra de Maria: ser canal de graças e de libertação. Por meio de Maria, Deus olha os pequenos, os famintos e os oprimidos da terra e faz chegar a todos os seres humanos a palavra de Deus encarnada no seio virginal da serva do Senhor.

Aos famintos, Deus quer saciar, cumulá-los de bens, suscitar para eles um mundo de abundância e alegria partilhado de maneira que os bens da terra sejam símbolo da bênção de Deus.

Aos oprimidos, Deus os eleva, dando-lhes liberdade para se expressarem, rompendo assim as cadeias que os aprisionam. Ele deseja que a vida seja libertada e que todos procurem ser plenamente livres. Ao elevar os oprimidos Deus possibilita-lhes o encontro com o amor divino.

Diante dos soberbos estão os humilhados, ou seja, aqueles que não podem se expressar, pois não têm autoridade ou poder para pensar, para falar, para mostrar-se como humano. Pois bem, ao dispersar os soberbos, Deus cria espaço de vida para os humilhados.

Esses são os três níveis que, de acordo com a profecia de Maria, Deus suscita uma transformação social. Ao perceber que Deus olhava para ela, Maria sentiu que Deus queria o mesmo para todos os pequenos da terra. Por isso suas palavras proféticas expressam a nova criação de Deus que Ele desejou para os seres humanos. Esta profecia de Maria marca o nascimento de um tempo novo de liberdade e justiça, de Mercê redentora e de justiça fraternal para o mundo. No canto do Magnificat, Maria, a mercê de Deus, revela o olhar mercedário de Deus para os cativos.

P. Fr. Werner Silva, O. de M.

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¿CÓMO EVANGELIZAR CON MARÍA?

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¿CÓMO EVANGELIZAR CON MARÍA?

P. Fr. Juan Carlos Saavedra L. , O. de M.

  • Conociendo la historia , actualizando el ideal del fundador y fortalecidos con la cooperación de María (LG 63), la Madre del Señor, los mercedarios como hijos de Dios reconocemos que tenemos una madre del cielo que en lenguaje carismático se llama santa María de la Merced. Motivados por el Espíritu del Señor donde se halla la libertad (cf. 2 Co 3,17) reconocemos que la teología contemporánea inagotable en su reflexión comprende a la Nueva Eva en el “hecho” y el “significado” como la humilde parte de la historia verdaderamente humana. Ella, prototipo del pueblo de Israel e Hija de Sión, en quien Dios ha escogido el modo de revelarse asimismo, viene contemplada como microhistoria de la salvación en el dinamismo de una Iglesia que buscando el verdadero rostro del Señor (Jn 12,21) ha visto en María la luz significativa desde la Encarnación hasta la escatología[1]. Si actualizamos lo que escribía en 1964 el mariólogo de la Orden de los Siervos de María, fray Gabriele Roschini, sobre la advocación y título atribuido a la Virgen de la Merced podemos decir que sobretodo hoy tiene “más urgencia que nunca, porque en una época de sufrimiento y privación de la libertad [nos hace] pensar en la Iglesia del silencio, dentro y fuera de los países civilizados donde [surgen] situaciones de cárcel, prisión, y coacción física[2]; lo cual, permitirá la consolidación de un serio análisis teológico-pastoral en torno a la Maternidad, Virginidad y Santidad de la primera persona que le vio el rostro a la Esperanza[3]. Es oportuno recordar también al teólogo Xabier Pikaza, quien hablando de la advocación mariano-mercedario-redentora afirmaba que antes se había vivido la presencia de María en dos formas: una devocional y otra tradicional. Sin embargo, a la luz de los temas conciliares, la influencia de la Teología de la liberación y las conclusiones del documento de Puebla se había redescubierto el tesoro mariano-espiritual de la Orden, considerando dos aspectos dentro del panorama evangelizador: el carácter operativo y su impulso misionero; con los cuales se entendía mejor a la Madre de Dios y su participación entre los hombres[4].

Revalorando los postulados del renovado Concilio sobre el retorno a las fuentes, a nivel mariano es un deber para todo mercedario realizar una lectura de revisión y profundización empeñativa de lo que es y significa la Bienaventurada Virgen María en la Orden de la Merced. Para ello, parto del principio que la reflexión mercedaria es una teología de la misericordia, de la alegre esperanza y de la gozosa reconciliación con una dimensión liberadora en la fe; de tal manera, que al inculturar el evangelio en línea de mariología social trata de ser constitutiva a la teología cristiana. En el caso de las constituciones mercedarias promulgadas por el P. Maestro General Fr. Domenico Acquaro en 1986 encontramos un espacio propicio hacia la proyección y propuesta en vías de fundamentar una Mariología mercedaria en contexto; la misma que está ligada a la base histórico-teológica comprometida en la redención de cautivos y en las Nuevas Formas de cautividad actual (cf. COM 2, 4,7,23).

Si consideramos que la teología social está llamada a encontrar su realización en el cuerpo de Cristo que es la Iglesia (cf. 1 Co 12,12-14) y que el hombre por naturaleza es un ser social (cf. Gn 2,18-23), el mercedario en su relación con los hermanos no sólo ve la llaga que se extiende en la carne de los pobres y cautivos, sino que en su gran deseo de participar de la fuente salvífica donde emana sangre y agua del costado de Cristo (Jn 19,34), mira a la Virgen María en su aguda percepción del misterio desde la Anunciación hasta pasar por la cruz redentora en línea de comunión eclesial.

Pero, sabemos que el amor para con la madre no debe ser sólo visceral, de puro sentimiento y emoción externa que puede quedarse en la superficie sin entrar en la mente y el corazón, sino que al ser entendida como shekinah (tienda) y rehem (útero, seno maternal) se convierta en el lugar del cuidado, de la defensa, del crecimiento y de la vida misma asimilada por la inteligencia y voluntad para captar mejor la profundidad de Dios.

  • Fomentando la espiritualidad

Si nos situamos en el profundo legamen que ha tenido la España mariana en su encuentro con los pueblos evangelizados de América debo decir que ha sido particularmente significativa; de tal modo que la Virgen de la Merced llevada por tantos misioneros a tierras de inculturación del evangelio, hasta hoy sigue resonando en el corazón de los hombres como la Madre del Redentor y de los pueblos cristianizados tanto en Europa como en el contexto latinoamericano.

Por su mediación y presencia continua en las causas de la salvación ella ha sido proclamada como la gran protagonista de la historia[5]. Vista como mujer y madre liberadora, auxilio de los cristianos cautivos, protectora de las ciudades, madre de los patriotas e indígenas oprimidos, “Patrona y Directora de la causa de la Independencia”[6]; la Virgen María de la Merced es la figura culminante de cada liberación en el seno de la Iglesia que peregrina por amor a la libertad y la esperanza cristiana[7].

Es innegable su papel relevante en la sociedad, sobretodo cuando ha sabido mostrar la conjugación del clamor de la redención, la vuelta a la tierra y la conquista de la libertad, que naturalmente son signos del amor de Dios. Todo ello, ha provocado un intenso culto y admiración por la Madre del Redentor, se han edificado conventos, iglesias, capillas, basílicas, donde se refleja la vía mariana de la Merced[8]; aún más, se han organizado procesiones, marchas, fiestas, encuentros y acciones de gracias a Dios[9]. Gobernantes de las naciones, pueblo emancipado y fieles en general han tributado honor y culto a la madre mercedaria.

En torno a este camino de popularidad materna han surgido bulas papales, escritos eclesiásticos, pronunciamientos legislativas, coronaciones de la Virgen y reconocimientos por doquier. En todo ello, se han inspirado escritores y artistas, literatos, poetas, músicos y cantores que han recreado el arte y la cultura en todas sus dimensiones[10]. De esta manera, se entiende que María por su merced y misericordia, por ser madre liberadora de cautivos al recorrer el camino de la fe, al ser el signo de la humanidad sufriente, ha sabido presentarse como ofrenda en gesto de amor con apertura al Reino, donde ha ganado un puesto de honor en la sociedad cristiana. En algunos lugares donde a veces se opina que hay un trasfondo de maximalismo mariano-cultural-patriótico se ha convertido en símbolo nacional, por eso ha sido nominada Patrona de las Armas, Generala, Mariscala; pero, sobretodo Madre de los presos, de la liberación, de los cautivos.

Inculturando el mensaje de acción y liberación

La Orden de la Merced inspirada en las acciones redentoras de Jesús de Nazaret, quien se ha coronado como el revelador del Padre y ha superado las profundas visiones y esperas del Antiguo Testamento interiorizadas en María de Nazaret, “patentiza, manifesta y hace presente la misericordia de María para con los cautivos, marginados y oprimidos”[11]. Como admiradores de la libertad y cantores de la supremacía del Dios rico en misericordia, a ejemplo de la madre de la Visitación y mujer del Magnificat, los mercedarios encarnando la Palabra del Señor con la propia vida proclamamos las maravillas que Dios ha hecho con nosotros. De esta manera, la Virgen María es en término de maternidad, misericordia y gracia la real ejemplificación del amor redentor de Dios. En línea soteriológica en su relación ético-social, ella como mujer de fe comprometida se hace eco de la libertad cuya raíz es la liberación.

Si partimos del principio que para ser libres nos liberó Cristo, la familia mercedaria llamada a la libertad (Ga 5,1.13) a ejemplo de Jesús quien evangeliza a los hombres (Mt 11,7ss.) en su unidad con María nos invita a ser levadura y fermento de caridad en favor de la humanidad que sufre y suplica la salvación (Mt 25,40). Esta complejidad del mensaje promocional dignificante de la Merced se ve reflejado en las notas mariano-constitucionales que encontramos a través de su historia y tradición; por el cual, me atrevo a decir que la Virgen María no sólo es insinuación simbólica textual, ni puro recuerdo del pasado, o una idea pura en la que basamos nuestra espiritualidad y devoción mariana; sino, que ella siendo arquetipo eclesial del cristiano viene propuesta como memoria viva convertida en “presencia”, “inspiración” y “fuerza de liberación” en el fiel compromiso de nuestro existir cotidiano[12].

En este sentido, considerar el modo de entender la presencia de María en la dinámica evangelizadora, nos motiva a estar atentos para saber inculturar el evangelio de Cristo, en el acontecer cotidiano de nuestros pueblos. Sabemos que la santa Virgen con su belleza y oblatividad total de su amor, en línea de fidelidad, nos permite interiorizar la dimensión de consagración, comunión y misión que ha inspirado la Orden de la Merced. Valorando de esta manera, el rol de aquella mujer libre y modelo femenino en la vida de los hombres, María de la Merced debe ser vista, admirada y ensalzada como el evangelio viviente que fortaleció la primitiva comunidad y ahora se presenta como el recuerdo vivo de Jesús entre nosotros.

En este ámbito de reflexión tenemos que preguntarnos lo siguiente: ¿La Virgen María de la Merced sigue siendo la imagen ideal para el mercedario y el hombre de hoy?. Respondiendo con el “Sí” de la Madre de Nazaret, podemos comprender la “ejemplaridad” y “valiosa presencia” de María en vista de alcanzar una metamorfosis transformante como hombres nuevos (Col 3,10) que nos ayudará a ser fieles constructores de la nueva civilización del amor.

  • Promoviendo la visita y redención

La Merced de María cuya opción y amor preferencial por los pobres y cautivos han determinado su misión redentora en la Iglesia (cf. Puebla 1145; RM, 37) no se presenta como una teología exclusivista por amor a los pobres y humildes, sino inclusiva en la doctrina y en los momentos presentes de la vida eclesial donde se muestran los caminos propicios para exponer una verdadera teología de la libertad articulando la salvación divina y la liberación humana. En este sentido, el proyecto de vida de nuestra Orden nos presenta a María como el modelo eclesial de los redentores mercedarios. Entendida como madre de los cautivos y redentores (cf. COM 7) en su condición de esclava y sierva que nada tiene en el fiel cumplimiento de los hechos divinos, la espiritual fundadora de la Orden siendo modelada en la santidad de su Hijo es signo del claro despojo y opción por las cosas otorgadas por Dios. Ella es madre de la hora mercedaria, que en tiempos límites se presenta como madre de los afligidos en lenguaje de Visitación. Saludada la llena de gracia y anunciada como la bienaventurada por excelencia, la Virgen Madre de Dios se presenta entre nosotros como integrante de una auténtica teología que predica la justicia, la paz, el amor y el respeto de la persona humana. La visita mercedaria como intuición a la reconciliación con Dios que siempre visita a su pueblo viene entendida como signo de encarnación (Dios se hizo hombre), inserción (nació del seno de santa María) y salvación (murió por nuestros pecados). Bajo esta triple perspectiva de la donación del amor de Dios para los hombres, se puede relacionar el rol y la participación de la Madre del Redentor quien siendo modelo de visitación, también es visitada por los hombres que creen en el Hijo de Dios. De tal modo, que el gesto y la actitud de la Madre del Señor para con su pariente Isabel nos invita a pensar en el saludo y la exaltación de la Maternidad divina de María, la cual viene entendida como el momento culmen de la gracia distribuida por Dios que ha provocado la alegría mesiánica, la reciprocidad y la solidaridad en el reconocimiento de la profecía cumplida e indicio de veneración para aceptar un mundo de cambios y parabienes. Así pues, la visita y liberación practicada por los redentores mercedarios nos indican el modo de cómo salir de la invisibilidad, de la oscuridad hacia la luz, alcanzando la empatía personal y comunitaria donde la interrelación del yo con el y el nosotros es valorado como el gran encuentro de los hombres con Dios.Sabemos que la primavera de María es transmitida en su canto profético de libertad, ella anuncia las maravillas de Dios porque el Señor ha hecho obras grandes por ella y por su pueblo (cf. Lc 1,49); por eso, como Madre nos introduce como hermana mayor en el lugar de la exigencia, en el terreno de los desplazados, en el mundo de los cautivos. Como belleza de todo lo creado se presenta como el icono escatológico que expresa la plena redención de la humanidad (LG 68). Su carácter de anuncio y denuncia nos impulsa a ser partícipes de la profunda inversión de valores, actitudes y situaciones que lleva consigo la aceptación leal del Evangelio de Jesús. Ella es la Virgen que canta la realización iniciada en su seno, la misma que prefigura la promoción de todos los hombres a la condición de hijos en un sentido de servicio al margen de los esquemas de este mundo. María del Magnificat como palabra social es el alma de Israel y de los pueblos elegidos por Dios, cuyo deseo es anunciar y expandir el mensaje de solidaridad y esperanza que puede reivindicar a la humanidad pobre, sufriente y humillada por los dioses de este mundo, pero sorprendida por la ternura concreta de Dios. Su canto no es una revolución social con armas ni fuego, cuyo tipo de violencia genera más violencia; sino la entrega de los valores evangélicos a los pobres[13]. Ella misma, nos hace ver las necesidades de los desplazados, es la mujer proyectada en la esperanza que luchando contra toda desesperanza nos invita a ser libres y emancipados para participar en el conocimiento de Dios. Su postura no es machista ni feminista; pero sí debemos reconocerla como una mujer que lucha y se interesa por su pueblo. María es la persona elegida para una causa sublime entre los hombres; es la esclava del Señor, libre para escuchar, decidir, levantarse, visitar y servir con la condición de ser fiel a la voluntad de Dios, su Salvador.Englobando este punto, quizás pueda sorprender, cuando se habla de María como una persona que “rompe esquemas establecidos” para concretar su acción en comunicación. Una mujer “extrañamente profética” cuya palabra precisa su acción libre y consciente, no acostumbrada para su tiempo (cf. Lc 1,26-27. Allí, donde la actividad femenina estaba reglamentada por el modus vivendi de una sociedad fuertemente machista, María se hizo presencia en los cauces de liberación. Así pues, a ejemplo de la Virgen que se puso en camino para visitar a Isabel, el mercedario sale al encuentro de los cautivos para ofrecer la redención ofrecida por Jesús. La inmersión de María en la sociedad puede aperturar los caminos de reflexión para entender la Visitación como lenguaje de resurrección.

  • Siendo verdaderos promotores de evangelización

En nuestra calidad de peregrinos por este mundo, los mercedarios siendo fuertes en la fe, eximios en la caridad y firmes en la esperanza asumimos el rol de María para vivir en libertad y convertirnos en signos de liberación entre los hombres. Ciertamente, en los caminos de la evangelización, el mercedario a ejemplo del fiat de María se convierte en portador de Cristo Redentor y su mensaje misionero. Observando detenidamente el rol específico de la Madre de Dios en la misión salvífica de su Hijo, ve reflejado en María su protagonismo en la casa del pan (Belén) para participar en la casa de la Palabra (Visitación) y conservar muchas cosas en su corazón. La Virgen María, prototipo de la persona que busca y encuentra el tesoro perdido (Jesús con los doctores en el Templo) es signo de la maternidad espiritual (Cruz) cuya presencia orante (Cenáculo) nos impulsa a la redención (cf. MC, 18).

Los hechos y palabras de María plasmadas en la oración liberadora por los cautivos de este mundo no sólo ven las contradicciones sociales, sino que aparecen como símbolo colectivo del pueblo de Dios con una sensibilidad a la esperanza y el cambio donde su personalidad corporativa eclesial nos invita a meditar en la actitud consciente y empeñada de aquella Madre cuyo deseo es invitarnos a seguir el camino de Jesús hasta el fin (cf. LG 63-64). Su mensaje de liberación la hace partícipe del fiel testimonio como madre de los pequeños, humildes y pobres, objetos del amor de Dios (cf. Libertatis conscientia, 21) que promueve la misión en favor de los amigos de Jesús (Jn 15,15). En este sentido, María de la Merced como madre de liberación que intercede por su pueblo angustiado, rodeado y cercado por fuerzas invasoras que denigran la persona humana es la madre intercesora con escapulario blanco, de los grilletes y cadenas rotas, que en el transcurrir de los siglos ha sido acogida como madre de misericordia y mediadora entre justos y pecadores, entre buenos y malos en las constantes luchas por la emancipación de los pueblos.

Renovando ahora nuestro feeling mariano, los mercedarios estamos invitados a ver la persona de María, integrando en Ella a la mujer fuerte y decidida de la historia que continúa dando ánimo y respiro a los seguidores de Cristo en las realidades contra el pecado las formas de cautividad; por eso, es invocada, venerada y honrada como la Madre de Dios, que sale al encuentro de los hermanos necesitados. Así pues, la bienaventurada entre las naciones a través de la obra mercedaria es considerada la “novedad” y el “adviento” de Dios; Ella es la “llena de gracia”, la fiel “imitadora y discípula”, que en el camino de redención se presenta como la “inseparable compañera[14] de aquellos hombres y mujeres, religiosos y laicos, quienes comprometidos en los caminos de liberación han sabido clarificar la representación escenográfica del camino de la cruz hacia la gloria, en base a una verdadera libertad alcanzada en Cristo Jesús.

En los tiempos actuales donde La Merced continúa difundiendo su carisma redentor en los diversos continentes, me hace pensar que así como Dios llama al hombre a la libertad (Ga 5,1) porque su vocación de ser libre está viva en todo momento (cf. Libertatis conscientia, 37) al ser partícipe de un mundo complejo lleno de cambios y nuevas emociones donde hemos experimentado las etapas de la oralidad, escribalidad y afianzada continuamente en la electronalidad y virtualidad, tenemos que reconocer que María es “líder de opinión”, “presencia” y “fortaleza” en la debilidad que abate el cáncer y el sida del egoísmo, la indiferencia y los abusos de la fuerza que degradan a la persona humana. Ella como madre que sufrió el exilio en el destierro de la historia (cf. Mt 2,13-15), una vez retornada al centro de la salvación reafirma en nosotros la gozosa esperanza de libertad ofrecida por Jesús en los momentos de su muerte y resurrección.

Bajo esta perspectiva, la teología y mariología mercedaria caminando con esperanza (cf. Novo millennio ineunte, 58) mira al hombre del Tercer milenio con un profundo contenido cristocéntrico para formar una verdadera espiritualidad de comunión que no se agote en la profundización del misterio, sino que abra nuevos caminos de liberación y así comprometernos en la promoción y dignidad de la persona humana (cf. Evangelii gaudium 283-288). Una riqueza misionera que se tiene que convertir en signo renovado del – acontecimiento Jesús – en el terreno mercedario, llámese “restauración”, “resurrección”, “refundación”, “reinserción”, “recuperación”, “renovación”, “capacidad creativa”, “fidelidad”, “nueva evangelización” del carisma fundacional, entre prisa y paciencia, entre luces y sombras, infortunios y esperanzas que tiene como fin y meta la recapitulación del misterio de Dios entre los hombres.

La Merced de Santa María como continuadora de la obra redentora debe ser la efervescencia del quehacer cristiano para ofrecer la gracia misericordiosa de Dios en un espacio temporal donde las vías de salvación son necesarias en las horas límites y  emergentes. Junto a María, la Madre de Dios y Madre nuestra quien desde el cielo continúa cumpliendo su oficio o munus materno cooperando en la obra de redención de su Hijo en la consideración que “las palabras mueven y los ejemplos arrastran” (Signum magnum, 10), estoy convencido que la Virgen de la Merced, como madre misericordiosa, y profetisa del Reino es la expresión de cómo Ella entra en el realismo de nuestra propia historia con una conciencia solidaria y comprometida en la liberación de los hijos de Dios[15].

Su canto en este mundo que busca rescatar a la persona humana para Dios es un imperativo de radicalidad que se desprende del amor divino por la justicia de los pueblos. Por ello, nuestra tarea como mercedarios será adaptarlo, actualizarlo y renovarlo con firmeza y aplomo evangélico unido a la consolidación de los principios y valores cristianos en conexión con las  bienaventuranzas ofrecidas por el Salvador. Invitados pues, a ser imitadores y servidores de Cristo en la recta administración de los misterios de Dios (1Co 4,1.16) e inmersos en las actitudes pedagógicas de María como portavoz de la prolongación amorosa de las realidades divinas, nuestra fe mercedaria debe impulsar el compromiso efectivo en la renovación de un mundo más justo, fraterno y solidario.

Unido al mensaje evangélico, a la cultura desde el medioevo hasta hoy, a la tradición eclesial mercedaria y a las Nuevas formas de cautividad actual (COM 16), con el fiel deseo de estar disponible para visitar y liberar siempre al servicio del evangelio de la libertad expreso en voz alta las frases del papa Pablo VI en el santuario de Bonaria: ¡no podemos ser cristianos, sino somos marianos![16]; reconociendo así la relación esencial, vital, providencial, que une a la Virgen María con Jesús; la cual indudablemente nos abre el camino que conduce a él.

Atraído por el estilo de vida fraterna en comunidad, me uno en oración con los fundadores y figuras mercedarias que han sabido encontrarse con Cristo Redentor y María de la Merced en el camino de la historia, como por ejemplo: Santa María de Cervellón, inspiradora de la monjas mercedarias; María Ana de Jesús, copatrona de Madrid, Lutgarda Mas y Mateu, y las Mercedarias Misioneras de Barcelona; María del Refugio Águilar, y las Mercedarias del Santísimo Sacramento; María Teresa de Jesús Back, de las Suore della Mercede; Margarita Maturrana, y las Mercedarias de Bérriz; P. Juan Nepomuceno Zegrí, y las Mercedarias de la Caridad; P. José León Torres, y las Hermanas Mercedarias del Niño Jesús; así como nuestros mártires de España, y la vida santificante que llevaron el Padre grande de Quito, Jesús Bolaños; y el P. Pedro Urraca de la Santísima Trinidad en el Perú; y otros frailes, monjas, religiosas y laicos que muriendo en olor de santidad han sabido exclamar que: María de la Merced, siendo Madre de la libertad, es la mujer fuerte, de todos y para todos; la misma que nos sigue ayudando a descubrir el plan de Dios con su propia vida de seguimiento al lado de su Hijo. Su actitud solidaria nos anima a ser redentores en la liberación del Pueblo de Dios

[1] Cf. René Laurentin, Maria chiave del Mistero cristiano, Cinisello Balsano 1996, 6

[2] Cf. Gabriel M. Roschini, Merced, en Diccionario Mariano, Ed. Litúrgica Española, Barcelona 1964, 443-445.

[3] Carlos Cardenal Oviedo Cavada, Documentos pastorales, I, Santiago 1998, 56.

[4] Cf. Xabier Pikaza, María de la Merced, Redentora, en Marianum 45 (1983) 583-584.

[5] Cf. Xabier Pikaza, Maria, la prima persona della storia, en Aa.Vv., Come si manifesta in Maria la dignità della donna, Centro di Cultura Mariana “Mater Ecclesiae”, Roma 1990, 10-47.

[6] Así viene anotado el título particular de la Virgen, en el Libro de Crónicas del Archivo Mercedario de Arequipa (=AMA), nº 5, folio 67v. (el texto hace alusión al Decreto del 17 de julio de 1832; y dice: véase además Ley del 1º de octubre de 1839, del 13 de mayo y 1º de julio de 1848).

[7] Algunos apuntes para profundizar sobre María de la Merced: Gumersindo Placer,“La Virgen de la Merced, Patrona de Jeréz de la Frontera”, en BOM 26 (1954) 25-32; Alfonso Morales, La Santísima Virgen de la Merced en Chile, en AM 5 (1986) 175-195; José Brunet, La Virgen de la Merced y sus diversos patronazgos en la república Argentina, en AM 6 (1987) 201-284; Hilda Zerdá, La verdad sobre la imagen de la Merced, a la cual Belgrano entregó su bastón de mando el 27 de octubre de 1812, en Estudios 46 (1990) 21-36; Cayetano Bruno, Nuestra Señora de las Mercedes en la vida del General Belgrano, en AM  11 (1992) 339-394.

[8] Por citar un ejemplo tenemos el libro del P. Manuel Rodríguez Carrajo, Santuarios marianos mercedarios en España, Lancia, Madrid 1989. Además, una breve referencia al respecto se puede ver en mis artículos titulados: Una vía mariana en la Basílica de la Merced de Lima, en BOM (Perú) 19 (2000) 187-193; y La “Dolorosa de la Merced” y su Cofradía. Apuntes históricos sobre su devoción y culto en la Basílica Menor de Nuestra Señora de la Merced de Lima, en BOM (Perú) 2000 223-231.

[9] Respecto a la propagación de la devoción mariano-mercedaria  se puede leer a: Joel L. Monroy, La Santísima Virgen de la Merced de Quito y su Santuario, Labor, Quito 1933, Idem, Miscelánea mercedaria, T. I, Labor, Quito 1939; Mario Tallei, La devoción a la Sma. Virgen de la Merced en el dpto. de Maipú, Argentina 1953; Idem, María de la Merced en Mendoza, en Estudios 138 (1982) 379-392; Severo Aparicio, La Virgen de la Merced Patrona de las Armas del Perú, en BOM 47 (1975) 331-334; Idem, Devoción a la Virgen de las Mercedes en el Perú. “Breve historia de su culto”, Cuzco 1980; José Vicente Agreda, Nuestra Señora de las Mercedes de Pasto, en Regina Mundi 17 (Bogotá 1983) 117-125, 249-260; Alfonso Morales, Historia General de la Orden de la Merced en Chile (1535-1831), Santiago 1983, 289-295; Antonio Rubino, I mercedari in Sardegna (1335-2000), en AM 19 (2000) 231-234.

[10] A nivel de reflexión artística, literaria, antología, y poética publicada en los últimos años puedo mencionar a: Guillermo Hurtado, Antología Hispanoamericana a la Virgen María de la Merced, Los Andes, Quito 1978; Luis O. Proaño, La Virgen Quiteña de la Merced y sus  históricos trofeos, Quito 1978; Luis Vázquez, María en cuatro poetas mercedarios del s. XVII, en Estudios Marianos 49 (1984) 105-145; Juan Marcial Tejada, La Virgen de la Merced en la poesía, Amazonia Print, Lima 1996.

[11] Jerónimo López, Santa María de la Merced. Breves reflexiones histórico-teológicas sobre su significado, en Estudios 44 (1988) 141.

[12] Sobre el perfil mariano de nuestras Constituciones me remito a mi tesis de Licenciatura titulada:  La presencia de María en las Constituciones mercedarias (1986), Pontificia Facultad Teológica “Marianum”, Roma 2001-2002, 92 pp.

[13] Alfonso Morales, María, Madre de Dios para los hombres, Santiago de Chile 1999, 69.

[14] cf. Mercedes Navarro, Epiritualidad mariana del Nuevo Testamento. María en los escritos de J .N. Zegrí, Madrid 1994; Xabier Pikaza, Santa María de la Merced, o.c., 29-71.

[15] Algunos argumentos marianos podemos encontrar en: José Delgado Varela, De vita mariologica-mariana apud Ordinem, B.M.V. de Mercede, en Ephemerides Mariologicae 7 (1957) 491-496; Antonio Rubino, Lineamienti di Spiritualitá mercedaria, Roma 1975, 171- 246; Sergio Vázquez, Marianismo en la Orden de la Merced, en Ephemerides Mariologicae 31 (1981) 101-118; Silvino Orellana, La Colecta de la Inmaculada Concepción en la espiritualidad de la Orden de la Merced (Tesis de Licencia), Pontificio Ateneo San Anselmo, Roma 1992.

[16] El Papa Pablo VI señalaba que: una mentalidad profana y un espíritu crítico no habían favorecido la devoción mariana. Por ello, era necesario mirar a María como la figura más perfecta de la semejanza a Cristo (cf. Pablo VI, Homilía en el santuario de Bonaria-Cagliari, 24-4-1970, en AAS 62 (1970) 295-30; Idem, Enseñanzas al pueblo de Dios, vol. 2, Ciudad del Vaticano, 1970, 298).

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Devoción mariana en la Orden

Libros (11)

FOMENTO DE LA DEVOCIÓN MARIANA EN LA ORDEN

  • “Durante siglos nuestra Madre de la Merced ha sido prototipo y garantía de liberación en favor de los cautivos. Un mundo anhelante y oprimido tiene necesidad de que la Madre de Dios continúe mostrándose como signo de amor, libertad y esperanza. Esforcémonos por vivir la devoción a María y por presentarla al mundo con palabras y gestos nuevos, teniendo presente que para los hombres que anhelan redención, Jesús se halla de nuevo, como en otro tiempo en brazos de María” (cf. Mensaje y exhortación a la Orden, Capítulo General de 1974, en BOM 46 (1974) 41-42).

2.1. María presente en los ejercicios piadosos

La práctica del Rosario. Las COM 1986 nos orienta a la recitación de una parte del rosario cada día. Como sabemos, esta oración y contemplación de la vida de Jesucristo, denominado por el beato Juan Pablo II: “el compendio de todo el evangelio”, no se impone ni se indica el modo de rezarlo, sea personal o comunitariamente; la verdad es que está la convicción libre de recitarlo “todos los días”; no sólo por piedad, sino como respuesta grata que ilumina la mente y corazón del mercedario, quien meditando los misterios se acerca a la Palabra de Dios cotidianamente. Sin lugar a dudas, ¡hay que revalorar la importancia del santo Rosario en nuestra vida mercedaria!.

– La Salve Sabatina. Hay que reconocer, que la tradición a través de usos y costumbres  edifica y cimenta la recta espiritualidad. De esta manera, este rito mariano que viene transmitido desde el medioevo latino hasta hoy debe celebrarse con la “debida atención y continuidad”. Pienso que aunque, estemos escasos de personal religioso, la tradición del canto de la Salve Sabatina en honor a la Virgen debe realizarse cada sábado en todos los conventos de la Orden, excepto el Sábado Santo según las indicaciones del Ritual correspondiente. Dicho momento de veneración mariana, debe ser celebrada a la hora más adecuada, fomentando la participación de los religiosos y fieles en cada comunidad de la Orden. Como elemento de unidad eclesial ¡el canto de la Salve debe ser el impulso y afianzamiento del amor filial de los hijos para con su Madre fundadora!.

– Plegaria por los cristianos perseguidos. Las Constituciones señalan su realización el último sábado de cada mes; pero en el Ritual de la Orden encontramos la flexibilidad de poder realizarlas el último domingo, si las circunstancias lo hacen más aconsejable. Por el cual se utilizan las “plegarias especiales por los cristianos oprimidos”. Aunque añade que si no fuese determinada otra cosa, pueden utilizarse las “letanías por los cautivos” que vienen recogidas de los antiguos rituales de la Orden. Bien es cierto, que tanto en el texto constitucional como en el Ritual no se menciona en que momento se deben optar la recitación de dichas letanías. A nivel devocional y misionero es interesante recordar que en relación al sábado en mención, en algunas casas de la Orden se conserva aún la “procesión del cuarto sábado o domingo” o “la procesión del escapulario” que se realizaba según lo dispuesto en las Constituciones de 1691, 1895 y recogidas todavía en las de 1967. Sobre esta normativa procesional, las indicaciones de 1986 no dicen nada al respecto, pero su práctica continúa con el afán de seguir marianizando a los fieles devotos de la Virgen

– Las procesiones. La teología de la procesión nos lleva a pensar en la teología de la bendición. Por ello, la imagen de María sale a las calles, rodea los claustros conventuales; motivo por el cual, promueve la devoción de los fieles. En torno a ello, se redimensiona la visita a los santuarios, ermitas y capillas de la Virgen, se elevan plegarias, se entonan cantos marianos, se promueve las integración de las Cofradías,  Hermandades y Fraternidades Laicales Mercedarias, se difunde el escapulario y estampas de la Virgen, se crean preces y oraciones sálmicas, se lucen ornamentos litúrgicos; es decir, se evangeliza a través de María.

2.2. La Virgen María en las actividades litúrgicas

– A nivel universal: Es importante no olvidarnos de celebrar la Liturgia de las Horas de Santa María. Reconociendo que el Oficio divino en cuanto oración pública de la Iglesia es fuente de piedad y alimento de la oración personal (SC 90), los mercedarios en forma coral desde tiempos antiguos nos unimos en oración todos los días para celebrar las horas canónicas respectivas; respetándose inclusive la no recitación de algunas horas de acuerdo a lo que establece la comunidad local; pero, es importante no descuidar, ni dejar de celebrar los días sábados para conmemorar y celebrar a María como parte esencial de nuestra historia y de la misma historia de la salvación.

Recitando el Oficio de Lectura y Laudes de Santa Maria in sabbato según lo indicado en el Ordo correspondiente, los mercedarios nos unimos en consonancia con la Iglesia Universal, con la sensibilidad de salmodiar en común, leyendo y meditando la Palabra de Dios y las lecturas que inspiran un gran amor mariano. Es bueno dedicar un tiempo de meditación a las lecturas marianas que se encuentran en el Propio de la Orden.

Sin lugar a dudas, el sábado para el mercedario es “el día mariano por excelencia”, que recuerda “la soledad de María”, “la acción de gracias de los cautivos” que se acercaban a ella después de ser redimidos, “un día particular” donde muchos frailes encontraron los signos y llamadas de Dios. “El sábado es día de escucha de la Palabra”, es “el silencio de la Madre” que ha visto la muerte de su Hijo en el Viernes santo, es “el día de antesala dominical” por excelencia; por el cual, toda la cristiandad se prepara para vivir el gozo de la resurrección y celebrar el día del Señor.

– A nivel particular: Propio de la Liturgia de las Horas de la Orden. En cuanto a la I y II Vísperas, Oficio de lectura y Laudes que se realizan entre la Vigilia y la Solemnidad de la Virgen de la Merced, María viene presentada como Madre inspiradora de la obra que promueve a ejemplo de Cristo redentor la libertad de los hombres; ella que ha recibido la bendición del Señor y la misericordia de su Salvador como humilde sierva se ha hecho visita en el destierro, por el cual, como verdaderos hijos los religiosos tenemos la misión de levantarnos para ir al encuentro y proclamar las alabanzas que el Señor ha hecho en ella. Así pues, alabando al trono de la sabiduría (cf. Eclo 24,1ss) y recreándonos en las alusiones de las obras de misericordia se puede exclamar como el P. Melchor Rodríguez de Torres, que María es “Nuestra Madre”, o como escribía el P. Armengol Valenzuela que ella es “distintivo del mercedario”. La riqueza nominativa acerca de la Virgen viene cuidadosamente recopilada en la Liturgia de las Horas como invitación a celebrar con gozo la solemnidad de María, a quien le solicitan su intercesión, se ensalza su figura y se canta al Señor como miembros de una familia de religiosos, imitadores de la caridad de Cristo.

* En el sacramento de la Eucaristía

– Misa de la santísima Madre. Los días sábados fortalecemos nuestra amistad con Dios participando de la Eucaristía, sacramento y fuente de la salvación cristiana. En este caso, se propone usar los esquemas del Misal Propio de la Orden o del Común de la B. V. María que vienen incluidas en el Misal Romano, según el tiempo litúrgico. Para lograr una mayor participación de los religiosos y fieles se procura que la eucaristía y el canto de la Salve sabatina conformen una unidad celebrativa, de tal manera que sea una ocasión propicia para la propagación de la fe. En la práctica eucarística de los sábados mercedarios se ha podido constatar que continúa siendo una fuente inagotable de evangelización, de motivación redentora e inspiración vocacional. Por ello, la particular atención y cuidadosa preparación de la misma fortalecerá el cariño y amor hacia la Madre de Dios y a Cristo Redentor.

– Su solemne festividad el 24 de setiembre. Desde ya, como en toda casa familiar, la celebración de la Madre tiene mucha significación en la vida cotidiana. A nivel religioso, las Solemnidades y Fiestas dedicadas a la Virgen María tienen una fuerte carga cristológica por excelencia. De tal modo, que se cumple el adagio que celebrando al Hijo se acuerda uno de la Madre, y celebrando a la Madre se celebra la vida del Hijo. A pesar de las dificultades que se han experimentado a raíz de la renovación y cambios provenientes de la Reforma litúrgica desde 1969, la centralidad de la fiesta del 24 de setiembre sigue siendo un día crístico-mariano que celebra a Cristo Redentor del mundo, con el gozo profundo de transmitir en honor y gloria la intercesión de la Madre de Dios en todo el pueblo de Dios.

El libro de las Misas propias de la Orden desde 1976 señala como Solemnidad la Misa de la B.V. María de la Merced. Después de un tiempo de reflexión litúrgica, felizmente el formulario 43 de la Collectio Missarum de beata Maria Virgine incluye entre las misas para el Tiempo Ordinario el formulario en mención. Gracias a Dios, tengo que aplaudir a quienes hacen posible que la Novena y la Solemnidad de Nuestra Madre (del 15 al 24 de setiembre) se hacen realidad, al celebrarse con gran dedicación en todas las comunidades mercedarias.

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ORACION DEL JUBILEO MERCEDARIO 2018

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Roma, 30 de setiembre del 2014

ORACIÓN: JUBILEO MERCEDARIO 2018

  1. Superiores Provinciales,

Delegados de la Comisión 2018,

Religiosas de la Orden de la Merced,

Familia Mercedaria.

Presente.-

Alégrense, Familia mercedaria!.

Con estas palabras que nos permiten recordar el saludo de los integrantes de la Comisión preparatoria del Jubileo Mercedario 2018, reitero mis saludos a todos ustedes protagonistas del ser y quehacer mercedario en estos tiempos venideros.

En primer lugar, mi acción de gracias a Dios por todos los dones que nos ofrece cada día, en la persona de cada uno de ustedes que en “espíritu redentor”, “fidelidad responsable” y “perseverancia creativa”, continúan comunicando el evangelio a todas las personas que viven en situaciones emergentes en búsqueda de amor, unidad, justicia, libertad y paz.

En segundo lugar, les doy la buena noticia sobre todo lo acontecido acerca de la «Campaña de la Oración Jubilar 2018». Bien sabemos, que la Campaña en mención se desarrolló durante los tiempos establecidos en el año 2013; de tal manera, que al momento de las decisiones fue declarado “desierto”. Así pues, el Gobierno general asumiendo la responsabilidad, según las bases del Concurso, en reunión con el P. Fr. Pablo Ordoñe Borges, Maestro General, tuvo a bien designar al P. Fr. Enrique Mora Gonzáles, religioso de la Provincia Mercedaria de Castilla, para que redactara dicha oración. Después de un tiempo de discernimiento y creatividad a la luz de lo que se había requerido en el Concurso, la respectiva oración llegó a  nuestras manos; por el cual, agradecemos al P. Enrique su aporte e inspiración; así como nuestro agradecimiento a los religiosos de las diversas Provincias que nos ayudaron a definir las respectivas traducciones que a continuación les presentamos.

Por tal motivo, unidos en oración por todo lo que va aconteciendo en nuestra Orden, presentamos a toda la Orden y Familia Mercedaria la ORACIÓN DEL JUBILEO MERCEDARIO 2018, para su respectiva difusión, uso y divulgación en todos los lugares, eventos y publicaciones que se realicen para seguir consolidando nuestras actividades hacia la celebración de los 800 años de fundación.

Que Cristo Redentor, Nuestra Madre de la Merced y san Pedro Nolasco, los acompañen siempre en los aerópagos redentores de estos tiempos nuevos.

Con espíritu mercedario, júbilo y gozo, me despido de cada uno de ustedes.

Atentamente:

Juan Carlos Saavedra Lucho, O. de M.

Coordinador

 

ANEXO: Oración Jubileo Mercedario 2018

en versión: española, latina, italiana, francesa, inglesa y portuguesa.

ORACIÓN JUBILAR

LA MERCED: 800 AÑOS

Madre de la Merced,

que suscitaste en tu servidor Pedro Nolasco

el deseo de imitar a Cristo Redentor,

poniendo su vida al servicio de los más pobres

de entre los pobres, los cautivos;

al prepararnos a celebrar el Jubileo mercedario,

te pedimos que eleves nuestras oraciones al Padre,

fuente de misericordia,

para que seamos capaces de contemplar

la faz de tu Hijo en el rostro de los cautivos de hoy

y ofrezcamos, alegremente, llenos del Espíritu Santo,

nuestras vidas como moneda de rescate

por nuestros hermanos

que viven privados de libertad y sin esperanza

en las nuevas periferias de la cautividad.

Amén.

ORACIÓN JUBILAR

LA MERCED: 800 AÑOS

Mater de Mercede,

quae tantam cupiditatem Christo Redemptori imitandi,

in servo tuo Petro Nolasco suscitasti

ut vitam suam in servitium pauperrimis

pauperum captivis daret;

cum ad celebrandum mercedarium Iubileum nos paramus,

tibi rogamus quod nostras deprecationes ad Patrem

fontem misericordiae attollas

ut Filii tui vultum in hodiernorum captivorum vultu

contemplare possimus,

plenique Sancto Spiritu,

vitas nostras sicut redemptionis nummum

pro fratribus nostris

qui orbati libertate et sine spe

in nova captivitatis peripheria vivunt

laete offeramus.

Amen.

PREGHIERA PER IL GIUBILEO

LA MERCEDE: 800 ANNI

Madre della Mercede,

Tu che hai suscitato nel tuo servo Pietro Nolasco

il desiderio di imitare Cristo Redentore,

mettendo la sua vita al servizio dei più poveri

tra i poveri, gli schiavi;

nel prepararci a celebrare il Giubileo mercedario,

ti chiediamo di elevare le nostre preghiere al Padre,

fonte di misericordia,

affinché ci conceda la capacità di contemplare

il volto del tuo Figlio nel volto dei prigionieri di oggi

e di offrire, con gioia, e pieni di Spirito Santo,

la nostra vita come moneta di riscatto

per i nostri fratelli

che vivono privati di libertà e senza speranza

nelle nuove periferie della schiavitù.

Amen.

PRIERE JUBILAIRE LA MERCI: 800 ANS

 

Mère de la Merci,

tu as suscité ton serviteur Pierre Nolasque

le désir d’imiter le Christ Rédempteur,

en mettant sa vie au service des plus pauvres

parmi les pauvres, les captifs;

en nous préparant pour célébrer le Jubilée mercédaire,

nous te demandons d’élever nos prières au Père,

source de miséricorde,

afin de nous rendre capables de contempler

la face de ton Fils dans les captifs d’aujourd’hui.

Fais que nous puissions offrir avec joie et pleins d’Esprit Saint

nos vies comme monnaie de rachat

pour nos frères

qui vivent privés de liberté et sans espoir

dans les nouvelles péripheries de la captivité.

Amen.

JUBILEE PRAYER

‘LA MERCED’: 800 YEARS

Mother of Mercy,

who aroused in your servant Peter Nolasco

the desire to imitate Christ the Redeemer,

dedicating his life to the service of the poorest

among the poor, the captives;

in preparing ourselves to celebrate the Mercedarian Jubilee,

we ask you to raise our prayers to the Father,

the source of mercy,

so that we may be able to contemplate

the face of your Son in the face of the captives of today

and offer joyfully, filled with the Holy Spirit,

our lives as the coin of redemption

for our brothers

who live deprived of freedom without hope

in the new peripheries of captivity.

Amen.

ORACÃO PARA O JUBILEU

MERCEDÁRIOS: 800 ANOS

Mãe das Mercês,

que despertaste em teu servo Pedro Nolasco

o desejo de imitar o Cristo Redentor,

dedicando sua vida ao serviço dos mais pobres

entre os pobres, os cativos;

ao preparar-nos para celebrar o Jubileu Mercedário,

pedimos-te para elevar as nossas orações ao Pai,

a fonte de misericórdia,

para que sejamos capazes de contemplar

o rosto de teu Filho no rosto dos cativos de hoje

e oferecer alegremente, repletos do Espírito Santo,

nossas vidas como a moeda de resgate

pelo nossos irmãos

que vivem privados de liberdade e sem esperança

nas novas periferias de cativeiro.

Amen.

 

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Semana Santa 2014: Apuntes santos y romanos: …

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Apuntes santos y romanos:
desde un rincón de la calle

P. Fr. Juan Carlos Saavedra Lucho, O. de M.
Semana Santa 2014

Semana Santa, santa Semana.; ¡país que vas, Pascua que encuentras!. La primavera ha llegado, el sol resplandece, las flores relucen en su esplendor, los pajarillos nos deleitan con su suave música y candor, los árboles están frondosos, el otoño-invierno ha pasado, el frío se ha alejado; por ello, la ciudad eterna de Roma – la gran urbe del imperio – se llena de fervor al celebrar los días santos. Así como ayer, hoy continúa siendo signo de la unidad y de la cristiandad, los fieles visitan las iglesias, se reconcilian unos y otros, celebran con devoción los signos de la pasión, muerte y resurrección de Jesucristo, el Hijo de Dios. Los turistas llegan de diversas partes, algunos por ver al Papa; otros, para visitar museos y lugares pintorescos y tradicionales; muchos llegan para vivir el sentimiento religioso del Triduo Pascual.

De esta manera, se vive la Semana Santa, la ciudad se viste de gala, se celebran conciertos de música clásica y sagrada, promueven los festivales de Pascua, se visitan las plazas atrayentes por sus fontanas: la de Trevi, el Popolo, Spagna, Pantheon, Navona, y otros lugares de interés turístico. Sin lugar a dudas, la plaza de san Pedro y todo lo que significa el Vaticano y la Basílica es el lugar más visitado; se recorren sus jardines, la cúpula, la cripta de los Papas, y los museos vaticanos. Las cuatro Basílicas: de san Pedro, san Juan de Letrán, santa María Mayor y san Pablo extramuros, son lugares de constante visita y peregrinación. Así, se desarrolla el turismo religioso, sin olvidarse de las catacumbas y la veneración de las reliquias de los mártires y santos, se recorren muchas iglesias de la gran ciudad.

Y así se vive la santa Semana; por esta razón, Roma es un lugar privilegiado de peregrinación; aunque en Roma no hay procesiones, su escenario es único, fabuloso, pintoresco, de profundo sentido católico, donde Dios está en medio de su pueblo. Por ello, dicen que Roma nos recuerda que somos uno, porque Roma es signo de la unidad de la cristiandad. Sin lugar a dudas, es la “tierra de de la unidad, pero también de la diversidad”, mejor aún, Roma es expresión de la interculturalidad, donde son infaltables las “pizzas” y las “pastas”, el “prosciuto” y “agnello arrosto”, el cordero asado y los frutos del mar; tierra de difusión de los chocolates, de los dulces en forma de paloma, llamada: “colomba”; tierra de los “huevos pascuales”, que simbolizan la vida, la buena suerte, la llegada de la primavera, verdadera huella de la fecundidad; y así se vive la Semana Santa, que a sabor de atún y bacalao se recuerdan los signos de ayuno y mortificación.

El Domingo de Ramos se celebra en san Pedro y se recuerda la entrada de Jesús a Jerusalén, centro de la historia sagrada; toda la gente lleva sus ramos de olivo para ser bendecidos por el Papa Francisco, se reflejan signos de alegría, devoción e interacción con el misterio divino; llega el Lunes santo, pasa el Martes y Miércoles santo, y la gente acude a las iglesias, llenan los templos, se celebra el Jueves santo, con la misa crismal y el lavado de los pies, así se instituye la eucaristía, y los fieles comienzan a recorrer los “monumentos eucarísticos” que finamente han sido preparados en el interior de las Basílicas e iglesias.

El Viernes santo continúa la peregrinación y visita a las Iglesias, hasta que siendo las tres de la tarde, se realiza la paraliturgia recordando que el Señor en la hora crucial de la cruz, después de haber pronunciado las siete palabras, ¡expiró!. Hay un silencio profundo, y por la tarde, poco a poco la gente se acerca al Coliseo Romano, donde se realiza el famoso “Via crucis” que llega hasta la colina del Palatino; todo ello se convierte en la “Noche romana” donde la oscuridad y las tinieblas son iluminadas por las antorchas de los católicos que rezan en voz alta y en silencio, para vivir luego en silencio el Sábado santo y esperar la gloria de la Resurrección. Así se celebra la Vigilia Pascual, cuya luz es el mismo “Cristo que vence, reina, e impera” en toda la humanidad.

Todo ello, se culmina con la misa del Domingo de Pascua de Resurrección, donde “repican las campanas” de la ciudad porque el Señor ha vuelto a la vida para dar vida al mundo; al final de la solemne eucaristía, el Papa imparte la bendición apostólica Urbis et orbis con signos de redención. Al día siguiente, se celebra la Pascueta, donde las familias romanas comparten “el desayuno de Pascua”, augurando a todos un tiempo mejor y de esperanza. Así se concluye todo este acontecer de: Apuntes santos y romanos desde un rincón de la calle.

Buona Pasqua a tutti.

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CONCURSO DEL HIMNO JUBILEO 2018

BASES PARA EL CONCURSO DEL HIMNO  JUBILAR 2018

“LA MERCED: 800 AÑOS AL SERVICIO DE LA LIBERTAD”

(LETRA Y MÚSICA)

OBJETIVO: Realizar a nivel mundial un concurso que permita elegir el himno (letra y música) de la celebración jubilar por los 800 años de fundación de la Orden de la Merced con el fin de involucrar a toda la familia religiosa y laica Mercedaria.

FINALIDAD: Unir a la Familia Mercedaria en la alabanza a través del himno del Jubileo de los 800 Años del don de La Merced en la Iglesia y la sociedad.

DE LOS ORGANIZADORES: La Curia general de la Orden de la Merced, a través de la “Comisión preparatoria del Jubileo 2018” es la responsable de todo el concurso.

DE LOS PARTICIPANTES

– Todas las personas (fieles, religiosos, religiosas, laicos) en forma individual o asociada (fraternidades, cofradías, grupos eclesiales, etc.).

– Sólo se podrá presentar una obra por participante.

DEL TEMA

– Expresar el júbilo y la acción de gracias de la Familia Mercedaria por sus 800 años de servicio redentor en la Iglesia y la sociedad.

CARACTERÍSTICAS A TENER EN CUENTA DEL GÉNERO MUSICAL DEL HIMNO

– Escrito en verso.

– Los versos se organizan en estrofas.

– Puede presentar varios rimados.

– Presenta un coro o estribillo que se repite entre las estrofas.

– Presenta un tono solemne.

– Estilo libre.

DEL CONTENIDO

–       El himno debe expresar la espiritualidad, el carisma y los valores mercedarios.

–       El himno debe hacer referencia al Jubileo de los 800 años de fundación de La Merced: celebración y compromiso.

DE LOS IDIOMAS POSIBLES A PRESENTAR

–  Inglés, Español, Francés, Portugués, Italiano

(Evitar el uso de localismos, jergas y giros dialectales para que la composición musical sea emblemática y de uso universal en el que se identifique toda la Familia Mercedaria).

DE LA DURACIÓN

– Entre 3 a 5 minutos, presentado en formato MP3.

DE LOS DERECHOS DEL AUTOR

– El himno deberá ser original e inédito, en música y letra.

–  La Orden de la Merced se ve libre de toda responsabilidad civil y penal que pueda acarrear la denuncia de algún himno que sea considerado copia de alguno que tenga derecho de autor y sea denunciado civil y penalmente. La responsabilidad será siempre de la persona que participa en el concurso y que haya presentado el himno como suyo.

– Ningún trabajo será restituido a su autor.

El himno elegido será de propiedad exclusiva e indefinida de la Orden de la Merced, la misma que verá los modos más convenientes de su utilización y propagación.

– Así mismo, la Orden de la Merced se reserva el derecho de reproducir, imprimir o publicar una o todas las obras seleccionadas para fines de difusión, sin que ello implique el pago de

honorarios a sus autores.

DE LA MANERA DE ENTREGA

LETRA

–       El autor entregará la letra del himno impresa en  formato A4, Times New Roman, número 12, la cual deberá ser enviada en un sobre cerrado.

–       La letra del himno deberá ser anónima, es decir no deberá llevar ninguna firma o referencia de su autor.

–       Se deberá colocar un seudónimo en el dorso de la hoja  y  en el sobre correspondiente.

MÚSICA

–       La letra musicalizada debe ser presentada con su partitura, impresa en hoja A4 (ver ejemplo adjunto del himno ganador del Jubileo de los 700 años).

–       La música del himno deberá ser anónima, es decir no deberá llevar ninguna firma o referencia de su autor.

–       Se deberá colocar un seudónimo en el dorso de la hoja  y  en el sobre correspondiente.

INTERPRETACIÓN

–       Debe ser presentada en dos CD´s, en formato MP3 (no mandar video, con el fin de guardar el anonimato del autor o autores durante el concurso), escribiendo en la carátula el seudónimo respectivo.

DATOS DEL AUTOR

-En otro sobre cerrado se adjuntará una hoja con todos los Datos de Privacidad del autor (Nombres y apellidos, edad, dirección completa de residencia incluyendo el país de origen, teléfono, dirección e-mail).

-Además se debe incluir la autorización para que la Orden de la Merced tenga todos los derechos de publicación. En este sobre se colocará el seudónimo que se encuentra al dorso del trabajo en físico.

MODO DE ENVÍO

En un sobre cerrado se incluirán la letra, la partitura,  los CD´s y el sobre con los datos personales.

LUGARES DE ENVÍO

Pueden enviarse:

a)      Directamente a la Curia General de la Orden de la Merced.

b)      A las Curias Provinciales de la Orden de la Merced (los delegados de cada Provincia harán llegar los trabajos a la Curia General).

– No se considerarán en el concurso las obras a las que no se adjunte todos los documentos indicados y la información solicitada.

DE LAS FECHAS A TENER EN CUENTA

– El inicio de la campaña será el 17 de enero de 2014.

– El último día en el cual deben de arribar a la Curia General o a las distintas Curias Provinciales será el 24 de septiembre de 2014.

– La fecha de evaluación por parte del Jurado de los trabajos a concursar será del 10 al 13 de noviembre de 2014.

– El anuncio de quien ha ganado el concurso será el 14 de noviembre de 2014 vía e-mail y/o telefónicamente.

DE LOS MIEMBROS DEL JURADO

Los miembros del jurado están conformados por:

— El Maestro General de la Orden de la Merced.

— El presidente de la Comisión 2018.

— Los miembros de la Comisión 2018.

— Dos especialistas en música.

— El jurado evaluará la calidad del trabajo y su relación con el contenido ya mencionado anteriormente.

— La decisión del jurado es inapelable.

— El presidente de la Comisión 2018, una vez declarado el himno elegido abrirá los sobres que contienen los datos del autor, además identificará los otros trabajos presentados.

DEL PREMIO

– Se seleccionará una sola obra ganadora

– El premio consiste en la posibilidad de € 3000 o su equivalente en moneda nacional.

– El premio será entregado en el país de pertenencia del ganador o ganadora en el lugar que será designado oportunamente.

– El premio será entregado el 17 de enero de 2015.

– El concurso no admite empate alguno.

– A todos los concursantes se les otorgará un Certificado de Participación.

DE LA NULIDAD DEL CONCURSO.

– Vencido los plazos de entrega, y recibidos los trabajos en la Curia General, si éstos no reúnen las condiciones mínimas del concurso, el jurado se reserva el derecho de declararlo nulo.

DISPOSICIONES FINALES

– La Orden de la Merced no se hará responsable por daños causados por embalajes insuficientes o transporte inapropiado en las obras, ni por deterioro sufrido a las obras por accidentes de fuerza mayor.

– La presentación de las obras para este concurso supone, por parte de los participantes, el conocimiento y la aceptación de estas bases, no admitiéndose reclamo alguno.

EN CASO DE CONSULTAS

– La persona encargada de resolver cualquier pregunta será el Presidente de la Comisión 2018, el R.P. Fr. Juan Carlos SAAVEDRA LUCHO; O. de M., e-mail: jsavelu@yahoo.com

 ANEXO:

CARTA MODELO PARA AUTORIZACIÓN DE USO DEL HIMNO JUBILAR

                                               ……………………………., ……………….. de ……………… de 2014

 Concurso del Himno Jubilar

Roma

Por medio de la presente autorizo a la Orden de la Merced el uso del trabajo que adjunto para el concurso de la elección del himno jubilar por los 800 años de la Fundación de la Orden de la Merced.

La Orden de la Merced podrá usar el citado himno indefinidamente para los fines institucionales correspondientes; así mismo, queda libre de cualquier acusación civil o penal o eclesiástica por derechos de autor.

Expido el presente consentimiento de conformidad con las disposiciones legales vigentes sobre los Derechos de Autor.

           Atentamente, 

_________________________

Firma

Nombre:

DNI

*** (Nota: la presentación de esta carta es de carácter obligatorio para cada concursante).

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